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sábado, 25 de maio de 2013

PASSANDO PELA TERRA


Sempre útil não te esqueceres de que te encontras em estágio educativo na terra. Jornadeando nas trilhas da evolução, não é o tempo que passa por ti, mas, inversamente, és a criatura que passa pelo tempo.

Conserva a esperança em teus apetrechos de viagem... Caminha trabalhando e fazendo o bem que puderes.

Aceita os companheiros do caminho qual se mostra, sem exigir-lhes a perfeição da qual todos vemos ainda muito distantes.

Suporta as falhas do próximo com paciência, reconhecendo que nós, os Espíritos ainda vinculados a Terra, não nos achamos isentos de imperfeições.

Levanta os caídos e ampara os que tropecem. Não te lamentes.

Habitua-te a facear dificuldades e problemas, de ânimo firme, assimilando-lhes o ensino de que se façam portadores.

Não te detenhas no passado, embora o passado deva ser uma lição inesquecível no arquivo da experiência.

Desculpa, sem condições, quaisquer ofensas, sejam quais sejam, para que consigas avançar, estrada afora, livre do mal.

Auxilia aos outros, quando estiver ao teu alcance e repete semelhante benefício, tantas vezes quanto isso for solicitado.

Não te sirvam de estorvo ao trabalho evolutivo às calamidades e provas em que te vejas, já que te reconheces passando pela Terra, a caminho da Vida maior.

Louva, agradece, abençoa e serve sempre. E não nos esqueçamos de que as nossas realizações constituem a nossa própria bagagem, onde estivermos, e nem olvidemos que das parcelas de tudo aquilo que doamos ou fazemos na terra, teremos ajusta equação na Vida Espiritual.

 

"Trecho do Livro "Calma", pelo Espírito Emmanuel,
Psicografado porChico Xavier

domingo, 5 de maio de 2013

SEXO E AMOR


Ignorar o sexo em nossa edificação espiritual seria ignorar-nos.

Urge, no entanto, situá-lo a serviço do amor, sem que o amor se lhe subordine.

Imaginemo-los ambos, na esfera da personalidade, como o rio e o dique na largueza da terra.

O rio fecunda.

O dique controla.

O rio espalha forças.

O dique policia-lhes a expansão.

No rio, encontramos a natureza.

No dique, surpreendemos a disciplina.

Se a corrente ameaça a estabilidade de construções dignas, comparece o dique para canalizá-la proveitosamente, noutro nível.

Contudo, se a corrente supera o dique, aparece a destruição, toda vez que a massa liquida se dilate em volume.

Igualmente, o sexo é a energia criativa, mas o amor necessita estar junto dele, a funcionar por leme seguro.

Se a simpatia sexual prenuncia a dissolução de obras morais respeitáveis, é imprescindível que o amor lhe norteie os recursos para manifestações mais altas, porquanto, sempre que a atração genésica é mais poderosa que o amor, surgem as crises de longo curso, retardando o progresso e o aperfeiçoamento da alma, quando não lhe embargam os passos na loucura ou na frustração, na enfermidade ou no crime.

Tanto quanto o dique precisa erguer-se em defensiva constante, no governo das águas, deve guardar-se o amor em permanente vigilância, na frenação do impulso emotivo.

Fiscaliza, assim, teus próprios desejos.

Todo pensamento acalentado tende a expressar-se em ação.

Quase sempre, os que chegam ao além-túmulo sexualmente depravados, depois de longas perturbações renascem no mundo, tolerando moléstias insidiosas, quando não se corporificam em desesperadora condição inversiva, amargando pesadas provas como consequências dos excessos delituosos a que se renderam.

À maneira de doentes difíceis, no leito de contenção, padecem inibições obscuras ou envergam sinais morfológicos em desacordo com as tendências masculinas ou femininas em que ainda estagiam, no elevado tentame de obstar a própria queda em novos desmandos sentimentais.

Ama, pois, e ama sempre, porque o amor é a essência da própria vida, mas não cogites de ser amado.

Ama por filhos do coração aqueles de quem, por enquanto, não podes partilhar a convivência mais íntima, aprendendo o puro amor fraterno que Jesus nos legou.

Mas, se a inquietação sexual te vergasta as horas, não te decidas a aceitar o conselho da irresponsabilidade que te inclina a partir levianamente "ao encontro de um homem" ou "ao encontro de uma mulher", muitas vezes em perigoso agravo de teus problemas.

Antes de tudo, procura Deus, na oração, segundo a fé que cultivas, e Deus que criou o sexo em nós, para engrandecimento da criação, na carne e no espírito, ensinar-nos-á como dirigi-lo.

 

Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Religião dos Espíritos.
 

domingo, 24 de março de 2013

EXAMINEMOS A NÓS MESMOS


O dever do espírita-cristão é tornar-se progressivamente melhor. 
Útil, assim, verificar, de quando em quando, com rigoroso exame pessoal, a nossa verdadeira situação íntima.
Espírita que não progride durante três anos sucessivos permanece estacionário.
Testa a paciência própria: - Estás mais calmo, afável e compreensivo?
Inquire as tuas relações na experiência doméstica: - Conquistaste mais alto clima de paz dentro de casa?
Investiga as atividades que te competem no templo doutrinário: - Colaboras com mais euforia na seara do Senhor?
Observa-te nas manifestações perante os amigos: - Trazes o Evangelho mais vivo nas atitudes?
Reflete em tua capacidade de sacrifício: - Notas em ti mesmo mais ampla disposição de servir voluntariamente?
Pesquisa o próprio desapego: - Andas um pouco mais livre do anseio de influência e de posses terrestres?
Usas mais intensamente os pronomes "nós", "nosso" e "nossa" e menos os determinativos "eu", "meu" e "minha"?
Teus instantes de tristeza ou de cólera surda, às vezes tão conhecidos somente por ti, estão presentemente mais raros?
Diminuíram-te os pequenos remorsos ocultos no recesso da alma?
Dissipaste antigos desafetos e aversões?
Superaste os lapsos crônicos de desatenção e negligência?
Estudas mais profundamente a Doutrina que professas?
Entendes melhor a função da dor?
Ainda cultivas alguma discreta desavença?
Auxilias aos necessitados com mais abnegação?
Tens orado realmente?
Teus ideais evoluíram?
Tua fé raciocinada consolidou-se com mais segurança?
Tens o verbo mais indulgente, os braços mais ativos e as mãos mais abençoadoras?
Evangelho é alegria no coração: - Estás, de fato, mais alegre e feliz intimamente, nestes três últimos anos?
Tudo caminha! Tudo evolui! Confiramos o nosso rendimento individual com o Cristo!
Sopesa a existência hoje, espontaneamente, em regime de paz, para que te não vejas na obrigação de sopesá-la amanhã sob o impacto da dor.
Não te iludas! Um dia que se foi é mais uma cota de responsabilidade, mais um passo rumo à Vida Espiritual, mais uma oportunidade valorizada ou perdida.
Interroga a consciência quanto à utilidade que vens dando ao tempo, à saúde e aos ensejos de fazer o bem que desfrutas na vida diária.
Faze isso agora, enquanto te vales do corpo humano, com a possibilidade de reconsiderar diretrizes e desfazer enganos facilmente, pois, quando passares para o lado de cá, muita vez, já será mais difícil...

 

Pelo Espírito André Luiz. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Opinião Espírita.
Lição nº 01. Página 19.

 

quinta-feira, 7 de março de 2013

FEMINISMO


enviada por Antônio Sávio de Resende

Pergunta-me você o que seja feminismo, talvez supervalorizando a minha capacidade de resposta.

O assunto, no entanto, me fez lembrar uma história, aliás, repetida por vários cronistas, interessados nas tradições populares.

Dou-lhe esta explicação para que você não me considere plagiário com adjetivos jocosos e zombeteiros.

Conta-se que Jesus, acompanhado por alguns discípulos, seguia, dos arredores de Jerusalém, demandando a cidade de Jericó. O Mestre alterara o plano da excursão, através de muitas veredas, a fim de visitar necessitados e doentes.

Em dado instante, o grupo não soube acertar com o verdadeiro caminho e apareceu acalorada troca de opiniões.

Nisso, salientou-se, não longe, a figura de um viandante cuja presença pareceu providencial aos companheiros da Boa Nova. Notando que o desconhecido se abeirava dos circunstantes, Simão Pedro barrou-lhe a frente e interpelou-o:- "Amigo, acaso poderá a sua bondade informar-nos quanto ao exato caminho para Jericó"?

O desconhecido trancou a face que lhe evidenciava o descontentamento e replicou em seguida:- "Quem lhe falou que sou guia de vagabundos? Tenho mais que fazer. Não me arrisco a contato com malfeitores e ladrões. Sigam para onde quiserem...".

Dito isso, afastou-se, estugando o passo e Pedro, desapontado, dirigiu-se a Jesus, comentando:- "Mestre, viu só que insolência? Não é justo suportar desaforos! Decerto que o Céu castigará esses brutamontes, impondo-lhe a punição que faz por merecer..."

O Cristo ouviu apreensivo, e ponderou:- "Pedro, não julgue ninguém sem o conhecimento preciso... Quem será esse homem? Talvez seja um doente ou um desesperado...".

A expectativa se reapossava dos apóstolos, quando surgiu, à frente deles, bela jovem carregando um cântaro de água na cabeça. Simão Pedro adiantou-se, interpelou-a repetindo a petição que fizera ao viandante agressivo e exasperado.

- "O melhor caminho para Jericó?" – indagou a moça sorrindo. De imediato, depôs no chão o vaso que trazia e passou a explicar com gentileza de que modo atingiriam a cidade sem obstáculos maiores. Além disso, encorajou os apóstolos à caminhada, com expressões de encantador otimismo.

Terminado o diálogo, foi retomando o vaso transbordante de água límpida, seguindo estrada afora...

Simão Pedro aconchegou-se a Jesus e lhe falou com intimidade: "Mestre, notou a diferença? O bruto que nos desconsiderou e, essa menina generosa se parece a um animal e a uma flor...".

Ante o Senhor, que se fizera pensativo, Pedro insistiu:- "Senhor, qual será a recompensa que o Céu concederá a essa jovem que nos prestou um serviço tão grande"?

Jesus sorriu e falou ao apóstolo em voz alta:- "Sim, Pedro, essa jovem será recompensada; e o prêmio dela será casar-se com o homem brutalizado que passou por aqui, a fim de que consiga educá-lo para Deus e para a vida".

Surpresa geral encerrou o assunto.

É isso aí, meu caro. Se a mulher nos abandonar à própria sorte, negando-se a cumprir a missão que o Céu lhe atribuiu, com certeza, nós todos, os homens vinculados ainda a Terra, estaremos perdidos...

 


Pelo Espírito Augusto Cezar. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Fotos da Vida.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

SUPÉRFLUO

 
Por toda parte na Terra, vemos o fantasma do supérfluo enterrando a alma do homem no sepulcro da aflição.
Supérfluo de dinheiro gerando intranquilidade...
Supérfluo de posses estendendo a ambição...
Supérfluo de preocupações imaginárias abafando a harmonia...
Supérfluo de indagações empanando a fé...
Supérfluo de convenções expulsando a caridade...
Supérfluo de palavras destruindo o tempo...
Supérfluo de conflitos mentais determinando a loucura...
Supérfluo de alimentação aniquilando a saúde...
Supérfluo de reclamações arrasando o trabalho...
Entretanto, se o homem vivesse de acordo com as próprias necessidades, sem exigir o que ainda não merece, sem esperar o que não lhe cabe, sem perguntar fora do propósito e sem reprovar, nos outros, aquilo que ainda não retificou em si mesmo, decerto, a existência na Terra estaria exonerada de todos os tributos que aí se paga diariamente à perturbação.
Se procuras no Cristo, o mentor de cada dia, soma as tuas possibilidades no bem, subtrai as próprias deficiências, multiplica os valores do próprio serviço e divide o amor para com todos, a fim de que aprendas com a vida o que te convém realmente à própria segurança.
O problema da felicidade não está em sermos possuídos pelas posses humanas, quaisquer que elas sejam, mas, em possuí-las, com prudência e serenidade, usando-as no bem de todos que é o nosso próprio bem.
Alija o supérfluo de teu caminho e acomoda-te com o necessário à tua Paz.
Somente assim encontrarás em ti mesmo o espaço mental indispensável à comunhão pura e simples com o nosso Divino Mestre e Senhor.  

 
 
Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Moradias de Luz.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

EM TORNO DA IRRITAÇÃO


Observação estranha, mas fato real.
As ocorrências da irritação aparecem muito mais frequentemente nos caracteres enobrecidos.
Espécie de enfermidade da retidão, se a retidão pudesse adoecer.
A pessoa percebe a grandeza da vida, acorda para a responsabilidade, consagra-se à obrigação e passa a prestigiar disciplina e tempo; adquirindo mais ampla noção do dever, que reconhece precisa exprimir-se irrepreensivelmente executado, supõe-se com mais vasta provisão de direitos.
E, por vezes, leva mais longe que o necessário a faculdade de preservá-los e defendê-los, iniciando as primeiras formações de irascibilidade, através da superestimação do próprio valor.
Instalado o sentimento de auto importância, a criatura abraça facilmente melindres e mágoas, diante de lutas naturais que considera por incompreensões e ofensas alheias.
Chegando a esse ponto, as vítimas dessa perigosa síndrome, vinculado à patologia da mente, surgem perante os mais íntimos na condição de enfermos prestimosos, amados e evitados, de vez que não se lhes pode ignorar a altura moral e nem adivinhar o momento de explosão.
E porque o mau-humor dos espíritos respeitáveis, pelo trabalho que exercem e pela conduta que esposam, dói muito mais que a leviandade de criaturas menos afeitas à dignidade e ao serviço, semelhantes companheiros estimáveis e preciosos são procurados tão somente em regime de exceção ou postos à margem pela gentileza dos outros, interpretados à conta de amigos temperamentais ou nervosos distintos.
Examinemos a nós mesmos.
Dirijamos para dentro da própria alma o estilete da introspecção.
Se a agressividade nos assinala o modo de ser, tratemos do caráter enfermiço, com a mesma atenção com que se medica um órgão doente.
E se a nossa consciência jaz tranquila, na certeza de que temos procurado realizar o melhor ao nosso alcance, no aproveitamento das oportunidades que o Senhor nos concedeu, estejamos serenos na dificuldade e operosos na prática do bem, à frente de quaisquer circunstâncias, lembrando-nos de que a erva de passarinho asfixia de preferência as árvores nobres e a tiririca se alastra, como verdadeira calamidade, justamente na terra boa.


Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Estude e Viva.
 

domingo, 6 de janeiro de 2013

ESPERANÇA SEMPRE


Ninguém sem esperança...
Ninguém sem Deus...

Contempla o Céu, nos dias em que a sombra te invada o coração, e pensa na inalterabilidade do Amor Infinito que verte do Criador para todas as criaturas.
O mesmo Sol que te aquece e nutre é aquele mesmo Sol que nutriu e aqueceu bilhões de criaturas, na Terra, no curso dos séculos incessantes.
Quase todas as Estrelas que hoje se te descerram aos olhos são as mesmas que acompanharam os homens, na queda e no levantamento de civilizações numerosas.
Reflete nisso e não te deixes arrasar pelas aflições transitórias que te visitam com fins regenerativos ou edificantes.
É provável que tribulações diversas te sigam no encalço; aguentas incompreensões e dificuldades em conta própria; toleras lutas e problemas que não criaste; carregas compromissos e constrangimentos, a fim de auxiliar aos entes queridos; ou erraste, talvez, e sofres as consequências das próprias culpas.
Não importa, entretanto, o problema, embora sempre nos pesem as responsabilidades assumidas, quaisquer que sejam.
Desliga-te, porém, de pessimismo e desânimo, recordando que a vida, - mesmo na vida que desfrutas, - em suas origens profundas, não é obra de tuas mãos.
O poder que te dotou de movimento, que te desenvolveu as percepções, que te induziu ao impulso irresistível do amor e que te acendeu no pensamento à luz do raciocínio, guarda recursos suficientes para retificar-te, suplementar-te as energias, amparar-te na solução de quaisquer empresas difíceis ou reaver-te de qualquer precipício, onde hajas caído, em desfavor de ti mesmo.
Esse mesmo poder da vida que regenera o verme contundido e reajusta as árvores podadas nunca te relegaria à sombra da indiferença.
Entretanto, para que lhe assimiles o apoio plenamente, é imperioso te integres no sistema do trabalho no bem de todos, sem te renderes à inutilidade ou à deserção.
Lembra-te de que o verme ferido e as árvores dilaceradas se refazem por permanecerem fiéis ao trabalho que a sabedoria da vida lhes conferiu pela natureza.
Recordemos isso e seja de que espécie for a provação que te amargue as horas, continua trabalhando na sustentação do bem geral, porquanto se te ajustas ao privilégio de servir, seja qual seja a prova em que te encontras, reconhecerás, para logo, que o amor é um sol a brilhar para todos e que ninguém existe sem esperança e sem Deus.

Pelo Espírito Emmanuel.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro “Mãos Unidas”.



segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

NATAL DE JESUS


Vim pra ficar na tua casa.
Eu vim ao mundo, numa noite fria e eis que nasci em uma pobre manjedoura, pois não havia lugar para mim na hospedaria.

Mesmo diante das circunstâncias que o mundo me ofereceu, recebi um profundo amor de Maria e José, meus pais, que antes do meu nascimento prepararam tudo para a minha chegada.

O tempo foi passando e fui crescendo em sabedoria e humildade, e fiz a minha opção em buscar as coisas do Pai. Em virtude desta minha escolha vieram muitas coisas boas; realizei curas, milagres, prodígios, com isso muitas pessoas mudaram de vida, se converteram, passaram a crer em Deus e suas vidas se modificaram.

 Mas ao aceitar os planos do Criador em minha história, apareceram as dificuldades, tribulações e sofrimentos que me levaram a morte na Cruz. Apesar de tudo o que passei, se fosse necessário, faria tudo novamente, pois o Pai jamais me abandonou, e me ensinou que o significado do amor é amar o próximo de forma incondicional por qualquer circunstância, e é perdoando que se é perdoado, para uma vida de felicidade eterna.

E esta é minha história que se comemora todo ano. Recordando o menino que veio salvar o que estava perdido. Então deixai que eu entre em seu coração!
 
Pois,"Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, se não por mim."
(João, 14:6)
 “Se vós me amais, guardai meus julgamentos; e eu pedirei a meu Pai, e Ele vos enviará um outro consolador, afim de que permaneça eternamente convosco: o espírito de verdade” (São João, 14: 15-17 e26)
E,
“Se alguém ouvir minhas palavras e não crer, eu não o julgo, pois, não vim para julgar o mundo, mas para salvar o mundo”.

(João, 12:47)

Um Santo Natal e que Jesus e Maria de Nazaré abençoem você e sua família.
 E que venha um Ano Novo cheio de Paz, Amor e Alegria!

domingo, 25 de novembro de 2012

EUTANÁSIA E ESPIRITISMO


 
Um homem agoniza, presa de cruéis sofrimentos. Sabe-se que o seu estado é sem esperanças. É permitido poupar-lhe alguns instantes de agonia, abreviando-lhe o fim?

Mas quem vos daria o direito de prejulgar os desígnios de Deus? Não pode Ele conduzir um homem até a beira da sepultura, para, em seguida, retirá-lo, com o fim de fazê-lo examinar-se a si mesmo e modificar-lhe os pensamentos? A que extremos tenha chegado um moribundo, ninguém pode dizer com certeza que soou a sua hora final. A ciência, por acaso, nunca se enganou nas suas previsões?

Bem sei que há casos que se podem considerar, com razão, como desesperados. Mas se não há nenhuma esperança possível de um retorno definitivo à vida e à saúde, não há também inúmeros exemplos de que, no momento do último suspiro, o doente se reanima e recobra suas faculdades por alguns instantes? Pois bem: essa hora de graça que lhe é concedida, pode ser para ele da maior importância, pois ignorais as reflexões que o seu Espírito poderia ter feito nas convulsões da agonia, e quantos tormentos podem ser poupados por um súbito clarão de arrependimento.
O materialista, que só vê o corpo, não levando em conta a existência da alma, não pode compreender essas coisas. Mas o espírita, que sabe o que se passa além-túmulo, conhece o valor do último pensamento. Aliviai os últimos sofrimentos o mais que puderdes, mas guardai-vos de abreviar a vida, mesmo que seja apenas um minuto, porque esse minuto pode poupar muitas lágrimas no futuro.

SÃO LUIS

Paris, 1860


Texto retirado do “Evangelho Segundo o Espiritismo” – Allan Kardec (Cap. V – Bem Aventurados os Aflitos)

domingo, 18 de novembro de 2012

ESPÍRITOS FRÍVOLOS


Os Espíritos frívolos povoam o universo fora do corpo material, tanto quanto se encontram mergulhados na carne.
Desenvolvem as suas atividades sem qualquer grau de responsabilidade.
Enxameiam nas esferas da erraticidade dando prosseguimento ao programa ao qual se afeiçoam: ignorar as nobres leis da vida, permanecendo temporariamente imanados às reminiscências do organismo somático.
Comprazem-se nas futilidades, e correspondem aos ideais humanos de menor significação com os quais mantém comércio mental.
Os Espíritos frívolos são levianos, rápidos, inconstantes, instáveis e perturbadores.
Assumem compromissos vulgares e borboleteiam insensíveis, em torno de qualquer tarefa, para logo mudarem com ignorância a respeito da verdade, conforme antes viviam.
Não assumem postura digna, porque a sua é uma vida destituída de significado.
Estabelecem balbúrdia e desordem, porque primam pelo prazer da busca dos apegos pessoais.
De palavras melífluas, agrada-lhes estabelecer regimes de separativismo elogiando a si mesmos e combatendo os outros.
Estimulam os indivíduos a eles semelhantes nos valores negativos, exaltando as expressões do ego e trabalhando contra a sua transformação moral.
Os Espíritos frívolos dão espaço a estados graves no intercâmbio de natureza mediúnica, tendo em vista as mentes ociosas que lhes preferem a convivência constante.
Deles saem os grupos de mistificadores, de intrigantes, de perversos, fazendo parte da grande quantidade dos Espíritos inferiores que ainda se encontram nas expressões primárias do processo da evolução.
Sem consciência da sua realidade, os Espíritos frívolos são um grave perigo a todo nauta espiritual que se adentra pelo oceano da mediunidade nas atividades espíritas, quando, desequipado do conhecimento, da seriedade do dever, podendo ser-lhes vítima fácil.
Por isso, o Apóstolo João, com muita seriedade, advertiu: “Meus amados, não creiais em todos os Espíritos, mas antes vede se eles veem de Deus.”
 
(De “Suave luz nas sombras”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito João Cléofas).
Enviada por: Wladimir Spinelli 

domingo, 4 de novembro de 2012

NO CAMINHO DA PERFEIÇÃO

 
Recorda a sementeira de bênçãos na Terra, se desejas atingir a seara do aperfeiçoamento maior, na Espiritualidade Superior.
Não há edifício sem base, tanto quanto não existe realização sem esforço.
Lembra-te de que Jesus não nos pediu o impossível.
As lições do Divino Mestre permanecem vazadas nos quadros mais simples da natureza:
- Um grão de mostarda...
- Uma candeia sob o velador...
- Uma dracma perdida...
- Cinco pães e dois peixes...
Nas adjacências de um lago e através de barcos humildes, emoldurou, sem ouro e sem poder humano, a maior epopeia de amor universal que a Humanidade já presenciou no curso dos séculos.
Não te esqueças de que o serviço de aprimoramento deve começar nos aspectos mais insignificantes de nossa própria vida:
- Um sorriso em casa...
- Um favor espontâneo aos amigos...
- Um olhar de compreensão a quem sofre...
- Uma prece pelos adversários...
- Um gesto de fraternidade...
- O silencio diante da calúnia...
- O socorro mudo aos enfermos...
- A caridade de uma boa palavra em auxílio aos ausentes.
Não procures a perfeição pela virtude postiça.
Ninguém pode começar a construção de uma casa pelo telhado.
Somos seres humanos, encarnados e desencarnados, com as nossas raízes ainda presas a terra, mãe admirável de nosso desenvolvimento através dos milênios.
Não pretendas voar sem asas.

Entretanto, se ainda não somos anjos, podemos ser companheiros da bondade fiel.

Tanto quanto possível, começa hoje o ministério da boa vontade para com todos, a partir do teu santuário doméstico, e amanhã conseguirás abençoado equilíbrio em mais amplos degraus no caminho ascensional da evolução.

Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro Reconforto.
Ed. G.E.E.M.

domingo, 12 de agosto de 2012

JORNADA DA VIDA



A vida não cessa.

A vida é fonte eterna e a morte é o jogo escuro das ilusões.
O grande rio tem seu trajeto, antes do mar imenso.
Copiando-lhe a expressão, a alma percorre igualmente caminhos variados e etapas diversas, também recebe afluentes de conhecimentos, aqui e ali, avoluma-se em expressão e purifica-se em qualidade, antes de encontrar o Oceano Eterno da Sabedoria.
Cerrar os olhos carnais constitui operação demasiadamente simples.
Permutar a roupagem física não decide o problema fundamental da iluminação, como a troca de vestidos nada tem que ver com as soluções profundas do destino e do ser.
Oh! Caminhos das almas, misteriosos caminhos do coração!
É mister percorrer-vos, antes de tentar a suprema equação da Vida Eterna!
É indispensável viver o vosso drama, conhecer-vos detalhe a detalhe, no longo processo do aperfeiçoamento espiritual!...
Seria extremamente infantil a crença de que o simples “baixar do pano” resolvesse transcendentes questões do Infinito.
Uma existência é um ato.
Um corpo - uma veste.
Um século - um dia.
Um serviço - uma experiência.
Um triunfo - uma aquisição.
Uma morte - um sopro renovador.
Quantas existências, quantos corpos, quantos séculos, quantos serviços, quantos triunfos, quantas mortes necessitamos ainda?
E o letrado em filosofia religiosa fala de deliberações finais e posições definitivas!
Ai! Por toda parte, os cultos em doutrina e os analfabetos do espírito!
É preciso muito esforço do homem para ingressar na academia do Evangelho do Cristo, ingresso que se verifica, quase sempre, de estranha maneira - ele só, na companhia do Mestre, efetuando o curso difícil, recebendo lições sem cátedras visíveis e ouvindo vastas dissertações sem palavras articuladas.

Muito longa, portanto, nossa jornada laboriosa.

Do livro “Nosso Lar” - Pelo espírito André Luiz
Psicografia: Chico Xavier
Editora: FEB


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