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domingo, 18 de agosto de 2013

A SEMENTE DE MOSTARDA


 
“Se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda”... - assim falou o Senhor.

Importante indagar porque não teria o Mestre recorrido a outros símbolos.

Jesus poderia ter destacado a grandeza da fé, buscando quadros mais sugestivos.

- A beleza do Hermon...

- A poesia do lago de Genesaré...

- O esplendor do firmamento Galileu...

- A riqueza do templo de Jerusalém...

Todos esses primores da paisagem que o circundava ofereciam temas vivos para a exaltação da sublime virtude.

Entretanto, o Benfeitor Celeste toma a semente minúscula da mostarda, como a dizer-nos que sem o reconhecimento de nossa própria pequenez à frente do Eterno Amor e da Eterna Sabedoria não conseguiremos amealhar o tesouro do entendimento e da confiança que a fé consubstancia em si mesma.

A semente microscópica da mostarda desaparece, em verdade, no seio da Terra, qual se fora inútil ou desprezível, todavia, não se abandona à inércia, por sentir-se relegada ao abandono aparente.

Confia-se às leis que nos regem e, na dinâmica da obediência construtiva, desvencilha-se dos envoltórios inferiores que a encarceram, germina vitoriosa, e cresce para produzir, não para si mesma, mas, para benefício dos outros, num eloquente espetáculo de bondade espontânea, ante a majestade da natureza.

Possa o nosso coração, no solo das experiências humanas, copiar-lhe o impulso de simplicidade e serviço e a nossa existência será testemunho insofismável da magnificência divina cuja sublimidade passaremos então a refletir.

Cessemos nossas indagações descabidas e busquemos na criação o justo lugar que nos compete.

Nem com o brilho do diamante, nem com a cintilação do ouro, nem com a sedução da prata, nem com a aristocracia do mármore, em que tantas vezes temos procurado simplesmente a ilusão do poder que a morte arrebata e modifica, mas, sim com a humildade viva do grão de mostarda que, arrojado à solidão da Terra, sabe vencer, desabrochar, florir e cooperar na extensão do brilho de Deus.

 

Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Construção do Amor. Lição nº 18. Página 85.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

NA HORA DA CRISE


Na hora da crise, emudece os lábios e ouve as vozes que falam inarticuladas, no imo de ti mesmo.
Perceberás, distintamente, o conflito.
É o passado que teima em ficar e o presente que anseia pelo futuro.
 

É o cárcere e a libertação.
A sombra e a luz.
A dívida e a esperança.
É o que foi e o que deve ser.
Na essência, é o mundo e o Cristo no coração.
Grita o mundo pelo verbo dos amigos e dos adversários, na Terra e além da Terra.
Adverte o Cristo, através da responsabilidade que nos vibra na consciência.
Diz o mundo: “acomoda-te como puderes”; Pede o Cristo: “levanta-te e anda”.
Diz o mundo: “faze o que desejas”; Pede o Cristo: “não peques mais”.
Diz o mundo: “destrói os opositores”; Pede o Cristo: “ama os teus inimigos”.
Diz o mundo: “renega os que te incomodem”; Pede o Cristo: “aos que te exija mil passos, caminha com ele dois mil”.
Diz o mundo: “apega-te à posse”; Pede o Cristo: “ao que te rogue a túnica cede também a capa”.
Diz o mundo: “fere a quem te fere”; Pede o Cristo: “perdoa sempre”.
Diz o mundo: “descansa e goza”; Pede o Cristo: “avança enquanto tens luz”.
Diz o mundo: “censura como quiseres”; Pede o Cristo: “não condenes”.
Diz o mundo: “não repares os meios para alcançar os fins”; Pede o Cristo: “serás medido pela medida que aplicares aos outros”.
Diz o mundo: “aborrece aos que te aborreçam”; Pede o Cristo: “ora pelos que te perseguem e caluniam”.
Diz o mundo: “acumula ouro e poder para que te faças temido”; Pede o Cristo: “provavelmente nesta noite pedirão tua alma e o que amontoaste para quem será?”.
Obsessão é também problema de sintonia.
O ouvido que escuta reflete a boca que fala.
O olho que algo vê assemelha-se, de algum modo, à coisa vista.
Não precisas, assim, sofrer longas hesitações nas horas de tempestade.
Se realmente procuras caminho justo, ouçamos o Cristo, e a palavra dele, por bússola infalível, traçar-nos-á rumo certo.



Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Religião dos Espíritos. Lição

segunda-feira, 8 de abril de 2013

EXTINÇÃO DO MAL



Na didática de Deus, o mal não é recebido com a ênfase que caracteriza muita gente na Terra, quando se propõe a combatê-lo.

Por isso, a condenação não entra em linha de conta nas manifestações da Misericórdia Divina.

Nada de anátemas, gritos, baldões ou pragas.

A Lei de Deus determina, em qualquer parte, seja o mal destruído não pela violência, mas pela força pacífica e edificante do bem.

A propósito, meditemos.

O Senhor corrige:

- A ignorância com a instrução;

- O ódio com o amor;

- A necessidade com o socorro;

- O desequilíbrio com o reajuste;

- A ferida com o bálsamo;

- A dor com o sedativo;

- A doença com o remédio;

- A sombra com a luz;

- A fome com o alimento;

- O fogo com a água;

- A ofensa com o perdão;

- O desânimo com a esperança;

- A maldição com a benção.

Somente nós as criaturas humanas por vezes, acreditamos que um golpe seja capaz de sanar outro golpe.

Simples ilusão. O mal não suprime o mal.

Em razão disso, Jesus nos recomenda amar os inimigos e nos adverte de que a única energia suscetível de remover o mal e extingui-lo é e será sempre a força suprema do bem.


Pelo Espírito Bezerra de Menezes. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Brilhe Vossa Luz. Lição nº 21. Página 69.

domingo, 31 de março de 2013

JESUS E PACIÊNCIA


Recordemos a paciência do Cristo para exercer no próprio caminho a compreensão e a serenidade.

Retornando, depois do túmulo, aos companheiros assustadiços, não perde tempo com qualquer observação aflitiva ou desnecessária.

Não rememora os sucessos amargos que lhe precederam a flagelação no madeiro.

Não se reporta à leviandade do discípulo invigilante que O entregara à prisão, osculando-Lhe a face.

Não comenta as vacilações de Pedro na extrema hora.

Não solicita os nomes de quantos acordaram em Judas a febre da cobiça e a fome de poder.

Não faz qualquer alusão aos beneficiários sem memória que Lhe desconheceram o apostolado, ante a hora da cruz.

Não recorda os impropérios que Lhe foram atirados em rosto.

Não se refere aos caluniadores que Lhe escarneceram o amor e o sacrifício.

Não reclama reconsiderações da justiça.

Não busca identificar quem Lhe impusera às mãos uma cana à guisa de cetro.

Não se lembra da turba que Lhe ofertara vinagre à boca sedenta e pancadas à fronte que os espinhos dilaceravam.

Ressurgindo da sombra, afirma apenas, valoroso e sem mágoa: -“Eis que estarei convosco até o fim dos séculos...”

E prosseguiu trabalhando...

Esse foi o gesto do Cristo de Deus que transitou na Terra, sem dívidas e sem máculas.

Relembremos o próprio dever, à frente das pedradas que nos firam a rota, a fim de que a paciência nos ensine a esperar a passagem das horas, porquanto cada dia, nos traz, a cada um, diferentes lições.

 

Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Abrigo. Lição nº 19. Página 87.

sexta-feira, 8 de março de 2013

A MULHER DIANTE DO ESPIRITISMO


A fixação desta data comemorativa representa o preconceito contra o sexo feminino, desde os tempos mais recuados.

As narrativas da Bíblia refletem o que o mundo antigo pensava da mulher. Eva, responsável pela queda de Adão e da humanidade, foi condenada com o parto doloroso para sempre. A filha de Lot embriagou-lhe para engravidar dele.

Dalila traiu Sansão. Salomé dançou para Herodes em troca da cabeça de João Batista.

Era permitido ao marido devolver a mulher, quando não agradasse. Se a moça ou a senhora estivesse menstruada, não podia se aproximar de ninguém.

Nos ambientes religiosos, permitia-se à mulher entrar em poucos lugares e participar de raras cerimônias.

Na idade média foi bruxa, feiticeira, considerada sem alma e muitas vezes condenada à fogueira.

Para se “protegerem” de suas “seduções”, os religiosos se recolheram em eremitérios, monastérios, abadias, seminários. O passar dos tempos tratou de mudar alguns pontos de vista.

Em nossos dias, a mulher sucumbe à violência, à prostituição, ao aborto criminoso, à perda da função de mãe, à corrida louca ao mercado de trabalho, à jornada tripla, ao desejo de superar o homem para ser tratada igual. Nem mesmo o tempo e a civilização foram capazes de fazer-lhe justiça.

Jesus, porém, deu-lhe destaque e revelou-lhe o papel na “nova humanidade” que hoje se ergue, devagarinho, a Civilização do Espírito. E a Doutrina Espírita vem dar execução às recomendações do Mestre.

Jesus, que poderia ter vindo ao mundo apenas em espírito, decidiu nascer entre nós do ventre de uma mulher caluniada (1).

 Exaltou a fé da hemorrágica que, há 12 anos, sofria nas mãos dos médicos. Fez reviver a filha de Jairo. Corrigiu Marta, a irmã de Lázaro, com o maior carinho e encorajou as virtudes de Maria. Promoveu à condição de mensageira de seu Evangelho a samaritana que trocara de marido 6 vezes.

Perdoou a pecadora arrependida que, de tão grata, lavou-lhe os pés com perfume e enxugou com os cabelos. Agradeceu, com palavras ternas, à alma piedosa que chorou por ele na via dolorosa.

E apareceu pela primeira vez, depois da morte, à Madalena que Ele mesmo acolhera, quase apedrejada pelos amantes.

A Doutrina Espírita, inspirada nas atitudes do Mestre, revela o coração feminino como: Espírito assexuado plenificando o coração, médium sensível, educadora, evangelizadora, voluntária sempre disponível e “anjo da caridade”.

Sob os clarões da Doutrina Espírita, renascem novas profetizas, almas apostolares que se entregam ao Amor, a maior de todas as causas: Anália Franco, Adelaide Câmara, Meimei, Yvonne do Amaral Pereira, Maria Dolores, Benedita Fernandes. E se deixam guiar por outras valorosas mulheres, mártires do passado e vanguardeiras do presente: Joanna de Ângelis, Auta de Souza, Izabel de Aragão.

Bendita seja a mulher!
Louvado seja Deus, que é Pai, mas que incorpora os atributos de Mãe.
 
(1)  Veja Revisão do Cristianismo, de J. Herculano Pires.
( INSPIRADO EM LÈON DENIS – NO INVISÍVEL)

quinta-feira, 7 de março de 2013

FEMINISMO


enviada por Antônio Sávio de Resende

Pergunta-me você o que seja feminismo, talvez supervalorizando a minha capacidade de resposta.

O assunto, no entanto, me fez lembrar uma história, aliás, repetida por vários cronistas, interessados nas tradições populares.

Dou-lhe esta explicação para que você não me considere plagiário com adjetivos jocosos e zombeteiros.

Conta-se que Jesus, acompanhado por alguns discípulos, seguia, dos arredores de Jerusalém, demandando a cidade de Jericó. O Mestre alterara o plano da excursão, através de muitas veredas, a fim de visitar necessitados e doentes.

Em dado instante, o grupo não soube acertar com o verdadeiro caminho e apareceu acalorada troca de opiniões.

Nisso, salientou-se, não longe, a figura de um viandante cuja presença pareceu providencial aos companheiros da Boa Nova. Notando que o desconhecido se abeirava dos circunstantes, Simão Pedro barrou-lhe a frente e interpelou-o:- "Amigo, acaso poderá a sua bondade informar-nos quanto ao exato caminho para Jericó"?

O desconhecido trancou a face que lhe evidenciava o descontentamento e replicou em seguida:- "Quem lhe falou que sou guia de vagabundos? Tenho mais que fazer. Não me arrisco a contato com malfeitores e ladrões. Sigam para onde quiserem...".

Dito isso, afastou-se, estugando o passo e Pedro, desapontado, dirigiu-se a Jesus, comentando:- "Mestre, viu só que insolência? Não é justo suportar desaforos! Decerto que o Céu castigará esses brutamontes, impondo-lhe a punição que faz por merecer..."

O Cristo ouviu apreensivo, e ponderou:- "Pedro, não julgue ninguém sem o conhecimento preciso... Quem será esse homem? Talvez seja um doente ou um desesperado...".

A expectativa se reapossava dos apóstolos, quando surgiu, à frente deles, bela jovem carregando um cântaro de água na cabeça. Simão Pedro adiantou-se, interpelou-a repetindo a petição que fizera ao viandante agressivo e exasperado.

- "O melhor caminho para Jericó?" – indagou a moça sorrindo. De imediato, depôs no chão o vaso que trazia e passou a explicar com gentileza de que modo atingiriam a cidade sem obstáculos maiores. Além disso, encorajou os apóstolos à caminhada, com expressões de encantador otimismo.

Terminado o diálogo, foi retomando o vaso transbordante de água límpida, seguindo estrada afora...

Simão Pedro aconchegou-se a Jesus e lhe falou com intimidade: "Mestre, notou a diferença? O bruto que nos desconsiderou e, essa menina generosa se parece a um animal e a uma flor...".

Ante o Senhor, que se fizera pensativo, Pedro insistiu:- "Senhor, qual será a recompensa que o Céu concederá a essa jovem que nos prestou um serviço tão grande"?

Jesus sorriu e falou ao apóstolo em voz alta:- "Sim, Pedro, essa jovem será recompensada; e o prêmio dela será casar-se com o homem brutalizado que passou por aqui, a fim de que consiga educá-lo para Deus e para a vida".

Surpresa geral encerrou o assunto.

É isso aí, meu caro. Se a mulher nos abandonar à própria sorte, negando-se a cumprir a missão que o Céu lhe atribuiu, com certeza, nós todos, os homens vinculados ainda a Terra, estaremos perdidos...

 


Pelo Espírito Augusto Cezar. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Fotos da Vida.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

PERDOAI PARA QUE DEUS VOS PERDOE


Bem-aventurados os misericordiosos porque eles alcançarão misericórdia. (Mateus, V: 7).

Se perdoardes aos homens as ofensas que vos fazem, também vosso Pai celestial vos perdoará os vossos pecados. Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará os vossos pecados. (Mateus, VI: 14 e 15).
 
Se vosso irmão pecar contra ti, vai, e corrige-o entre ti e ele somente; se te ouvir, ganhado terás a teu irmão. Então, chegando-se Pedro a ele, perguntou: Senhor, quantas vezes poderá pecar meu irmão contra mim, para que eu lhe perdoe? Será até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes. (Mateus, XVIII: 15, 21e 22).

A misericórdia é o complemento da mansuetude, pois os que não são misericordiosos também não são mansos e pacíficos. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. O ódio e o rancor denotam uma alma sem elevação e sem grandeza. O esquecimento das ofensas é próprio das almas elevadas, que pairam acima do mal que lhes quiseram fazer. Uma está sempre inquieta, é de uma sensibilidade sombria e amargurada. A outra é calma, cheia de mansuetude e caridade.

Infeliz daquele que diz: Eu jamais perdoarei! Porque, se não for condenado pelos homens, o será certamente por Deus. Com que direito pedirá perdão de suas próprias faltas, se ele mesmo não perdoa aos outros? Jesus nos ensina que a misericórdia não deve ter limites, quando diz que se deve perdoar ao irmão, não sete vezes, mas setenta vezes sete.

Mas há duas maneiras bem diferentes de perdoar. Uma é grande nobre, verdadeiramente generosa, sem segunda intenção, tratando com delicadeza o amor próprio e a suscetibilidade do adversário, mesmo quando a culpa foi inteiramente dele. A outra é quando o ofendido, ou aquele que assim se julga, impõe condições humilhantes ao adversário, fazendo-o sentir o peso de um perdão que irrita, em vez de acalmar. Se estender a mão, não é por benevolência, mas por ostentação, a fim de poder dizer a todos: Vede quanto sou generoso!

Nessas circunstâncias, é impossível que a reconciliação seja sincera, de uma e de outra parte. Não, isso não é generosidade, mas apenas uma maneira de satisfazer o orgulho. Em todas as contendas, aquele que se mostra mais conciliador, que revela mais desinteresse próprio, mais caridade e verdadeira grandeza de alma, conquistará sempre a simpatia das pessoas imparciais.

 

Texto extraído do Evangelho Segundo o Espiritismo
Cap. X - Itens 1-4
IDE Editora

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

SUPÉRFLUO

 
Por toda parte na Terra, vemos o fantasma do supérfluo enterrando a alma do homem no sepulcro da aflição.
Supérfluo de dinheiro gerando intranquilidade...
Supérfluo de posses estendendo a ambição...
Supérfluo de preocupações imaginárias abafando a harmonia...
Supérfluo de indagações empanando a fé...
Supérfluo de convenções expulsando a caridade...
Supérfluo de palavras destruindo o tempo...
Supérfluo de conflitos mentais determinando a loucura...
Supérfluo de alimentação aniquilando a saúde...
Supérfluo de reclamações arrasando o trabalho...
Entretanto, se o homem vivesse de acordo com as próprias necessidades, sem exigir o que ainda não merece, sem esperar o que não lhe cabe, sem perguntar fora do propósito e sem reprovar, nos outros, aquilo que ainda não retificou em si mesmo, decerto, a existência na Terra estaria exonerada de todos os tributos que aí se paga diariamente à perturbação.
Se procuras no Cristo, o mentor de cada dia, soma as tuas possibilidades no bem, subtrai as próprias deficiências, multiplica os valores do próprio serviço e divide o amor para com todos, a fim de que aprendas com a vida o que te convém realmente à própria segurança.
O problema da felicidade não está em sermos possuídos pelas posses humanas, quaisquer que elas sejam, mas, em possuí-las, com prudência e serenidade, usando-as no bem de todos que é o nosso próprio bem.
Alija o supérfluo de teu caminho e acomoda-te com o necessário à tua Paz.
Somente assim encontrarás em ti mesmo o espaço mental indispensável à comunhão pura e simples com o nosso Divino Mestre e Senhor.  

 
 
Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Moradias de Luz.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

SEMIMORTOS


 “Um homem que descia de Jerusalém para Jericó caiu em poder de ladrões que o despojaram, cobriram de ferimentos e o deixaram semimorto“...

- Começa Jesus o ensinamento da inesquecível da parábola.

Em todos os tempos, encontramos também os semimortos da alma, nas estradas do mundo:

- Os caídos a golpes de incompreensão...

- Os desorientados que o ateísmo empurrou para o nevoeiro de sofrimento...

- Os mutilados da mente, que a calúnia atropelou em pleno trabalho...

- Os cansados de solidão...

- Os que se emaranharam no espinheiral da revolta...

- Os envenenados de desespero...

- Os perseguidos pela dúvida destrutiva...

- Os prisioneiros da obsessão...

- As vítimas do desânimo...

- Os que sucumbiram sob a hipnose de sugestões infelizes...

- Os feridos de angústia...

- Os que foram esquecidos na sombra da ignorância...

Companheiros do mundo sois Espíritos eternos, em viagem educativa na escola e na oficina do Planeta!

Ao término da jornada conhecereis o que aprendestes e colhereis o que semeastes.

A Terra é tão somente a estalagem a que chegastes ontem e da qual partireis amanhã!

Acumulai os tesouros da felicidade futura, aperfeiçoando-vos pelo estudo e servindo aos outros, quanto puderdes!...

Sobretudo, meditai nos outros viajores em condições mais difíceis que as vossas e aproveitai o vosso privilégio de entender e de auxiliar!...

 

Do livro: Nós.
Pelo Espírito Emmanuel.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O FILHO DO ORGULHO


O melindre - filho do orgulho - propele a criatura a situar-se acima do bem de todos.
É a vaidade que se contrapõe ao interesse geral.
Assim, quando o espírita se melindra, julga-se mais importante que o espiritismo e pretende-se melhor que a própria tarefa libertadora em que se consola e esclarece.
O melindre gera a prevenção negativa, agravando problemas e acentuando dificuldades, ao invés de aboli-los.
Essa alergia moral demonstra má-vontade e transpira incoerência, estabelecendo moléstias obscuras nos tecidos sutis da alma.
Evitemos tal sensibilidade de porcelana, que não tem razão de ser.
Basta ligeira observação para encontrá-la a cada passo:
- É o diretor que tem a sua proposição refugada e se sente desprestigiado, não mais comparecendo às assembleias;
- O médium advertido construtivamente pelo condutor da sessão, quanto à própria educação mediúnica, e que se ressente, fugindo às reuniões;
- O comentarista admoestado fraternalmente para abaixar o volume da voz e que se amua na inutilidade;
- O colaborador do jornal que vê o artigo recusado pela redação e que se supõe menosprezado, encerrando atividades na imprensa;
- A cooperadora da assistência social esquecida, na passagem de seu aniversário, e se mostra ferida, caindo na indiferença;
- O servidor do templo que foi, certa vez, preterido na composição da mesa orientadora da ação espiritual e se desgosta por sentir-se infantilmente injuriado;
- O doador de alguns donativos cujo nome foi omitido nas citações de agradecimento e surge magoado, esquivando-se a nova cooperação;
- O pai relembrado pela professora das aulas de moral cristã, com respeito ao comportamento do filho, e que, por isso, se suscetibiliza, cortando o comparecimento da criança;
- O jovem aconselhado pelo irmão amadurecido e que se descontenta, rebelando-se contra o aviso da experiência;
- A pessoa que se sente desatendida ao procurar o companheiro de cuja cooperação necessita, nos horários em que esse mesmo companheiro, por sua vez, necessita de trabalhar a fim de prover a própria subsistência;
- O amigo que não se viu satisfeito ante a conduta do colega, na instituição, e deserta, revoltado, englobando todos os demais em franca reprovação, incapaz de reconhecer que essa é a hora de auxílio mais amplo.
 
O espírita que se nega ao concurso fraterno somente prejudica a si mesmo.
Devemos perdoar e esquecer se quisermos colaborar e servir.
A rigor, sob as bênçãos da doutrina espírita, quem pode dizer que ajuda alguém?
Somos sempre auxiliados.
Ninguém vai a um templo doutrinário para dar, primeiramente.
Todos nós aí comparecemos para receber antes de mais nada, sejam quais forem as circunstâncias.
Fujamos à condição de sensitivas humanas, convictos de que a honra reside na tranquilidade da consciência, sustentada pelo dever cumprido.
Com a humildade não há o melindre que piora aquele que o sente, sem melhorar a ninguém.
Cabe-nos ouvir a consciência e segui-la, recordando que a suscetibilidade de alguém sempre surgirá no caminho, alguém que precisa de nossas preces, conquanto curtas ou aparentemente desnecessárias.
E para terminar, meu irmão, imagine se um dia Jesus se melindrasse com os nossos incessantes desacertos...
 
 
 
Pelo Espírito Cairbar Schutel - Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro O Espírito da Verdade


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

INJÚRIAS E VIOLÊNCIAS


Bem-aventurados os mansos, porque eles possuirão a Terra. (Mateus, V: 4).
Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. (Mateus, V: 9)
 Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás, e quem matar será réu no juízo. Pois eu vos digo que todo o que se irá contra o seu irmão será réu no juízo; e o que disser a seu irmão: Raca, será réu no conselho; e o que disser: és louco, merecerá a condenação do fogo do inferno. (Mateus, V: 21e 22).
Por essas máximas, Jesus estabeleceu como lei a doçura, a moderação, a mansuetude, a afabilidade e a paciência. E, por consequência, condenou a violência, a cólera, e até mesmo toda expressão descortês para com os semelhantes. Raca era entre os hebreus uma expressão de desprezo, que significava homem reles, e era pronunciada cuspindo-se de lado. E Jesus vai ainda mais longe, pois ameaça com o fogo do inferno aquele que disser a seu irmão: És louco.
É evidente que nesta, como em qualquer circunstância, a intenção agrava ou atenua a falta. Mas por que uma simples palavra pode ter tamanha gravidade, para merecer tão severa reprovação? É que toda palavra ofensiva exprime um sentimento contrário à lei de amor e caridade, que deve regular as relações entre os homens, mantendo a união e a concórdia. É um atentado, à benevolência recíproca e à fraternidade, entretendo o ódio e a animosidade. Enfim, porque depois da humildade perante Deus, a caridade para com o próximo é a primeira lei de todo cristão.
Mas o que dizia Jesus por estas palavras: “Bem-aventurados os mansos, porque eles possuirão a Terra?” Não ensinou ele a renúncia aos bens terrenos, prometendo os do céu?
Ao esperar os bens do céu, o homem necessita dos bens da terra para viver. O que ele recomenda, portanto, é que não se dê a estes últimos mais importância que aos primeiros.
Por essas palavras, ele quer dizer que até agora os bens da terra foram açambarcados pelos violentos, em prejuízo dos mansos e pacíficos. Que as estes falta frequentemente o necessário, enquanto os outros dispõem do supérfluo. E promete que justiça lhes será feita, assim na terra como no céu, porque eles serão chamados filhos de Deus. Quando a lei de amor e caridade for à lei da humanidade, não haverá mais egoísmo; o fraco e o pacífico não serão mais explorados nem espezinhados pelo forte e o violento. Será esse o estado da Terra, quando, segundo a lei do progresso e a promessa de Jesus, ela estiver transformada num mundo feliz, pela expulsão dos maus.
Allan Kardec
Evangelho Segundo o Espiritismo
IDE - Editora
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