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domingo, 5 de maio de 2013

SEXO E AMOR


Ignorar o sexo em nossa edificação espiritual seria ignorar-nos.

Urge, no entanto, situá-lo a serviço do amor, sem que o amor se lhe subordine.

Imaginemo-los ambos, na esfera da personalidade, como o rio e o dique na largueza da terra.

O rio fecunda.

O dique controla.

O rio espalha forças.

O dique policia-lhes a expansão.

No rio, encontramos a natureza.

No dique, surpreendemos a disciplina.

Se a corrente ameaça a estabilidade de construções dignas, comparece o dique para canalizá-la proveitosamente, noutro nível.

Contudo, se a corrente supera o dique, aparece a destruição, toda vez que a massa liquida se dilate em volume.

Igualmente, o sexo é a energia criativa, mas o amor necessita estar junto dele, a funcionar por leme seguro.

Se a simpatia sexual prenuncia a dissolução de obras morais respeitáveis, é imprescindível que o amor lhe norteie os recursos para manifestações mais altas, porquanto, sempre que a atração genésica é mais poderosa que o amor, surgem as crises de longo curso, retardando o progresso e o aperfeiçoamento da alma, quando não lhe embargam os passos na loucura ou na frustração, na enfermidade ou no crime.

Tanto quanto o dique precisa erguer-se em defensiva constante, no governo das águas, deve guardar-se o amor em permanente vigilância, na frenação do impulso emotivo.

Fiscaliza, assim, teus próprios desejos.

Todo pensamento acalentado tende a expressar-se em ação.

Quase sempre, os que chegam ao além-túmulo sexualmente depravados, depois de longas perturbações renascem no mundo, tolerando moléstias insidiosas, quando não se corporificam em desesperadora condição inversiva, amargando pesadas provas como consequências dos excessos delituosos a que se renderam.

À maneira de doentes difíceis, no leito de contenção, padecem inibições obscuras ou envergam sinais morfológicos em desacordo com as tendências masculinas ou femininas em que ainda estagiam, no elevado tentame de obstar a própria queda em novos desmandos sentimentais.

Ama, pois, e ama sempre, porque o amor é a essência da própria vida, mas não cogites de ser amado.

Ama por filhos do coração aqueles de quem, por enquanto, não podes partilhar a convivência mais íntima, aprendendo o puro amor fraterno que Jesus nos legou.

Mas, se a inquietação sexual te vergasta as horas, não te decidas a aceitar o conselho da irresponsabilidade que te inclina a partir levianamente "ao encontro de um homem" ou "ao encontro de uma mulher", muitas vezes em perigoso agravo de teus problemas.

Antes de tudo, procura Deus, na oração, segundo a fé que cultivas, e Deus que criou o sexo em nós, para engrandecimento da criação, na carne e no espírito, ensinar-nos-á como dirigi-lo.

 

Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Religião dos Espíritos.
 

sexta-feira, 8 de março de 2013

A MULHER DIANTE DO ESPIRITISMO


A fixação desta data comemorativa representa o preconceito contra o sexo feminino, desde os tempos mais recuados.

As narrativas da Bíblia refletem o que o mundo antigo pensava da mulher. Eva, responsável pela queda de Adão e da humanidade, foi condenada com o parto doloroso para sempre. A filha de Lot embriagou-lhe para engravidar dele.

Dalila traiu Sansão. Salomé dançou para Herodes em troca da cabeça de João Batista.

Era permitido ao marido devolver a mulher, quando não agradasse. Se a moça ou a senhora estivesse menstruada, não podia se aproximar de ninguém.

Nos ambientes religiosos, permitia-se à mulher entrar em poucos lugares e participar de raras cerimônias.

Na idade média foi bruxa, feiticeira, considerada sem alma e muitas vezes condenada à fogueira.

Para se “protegerem” de suas “seduções”, os religiosos se recolheram em eremitérios, monastérios, abadias, seminários. O passar dos tempos tratou de mudar alguns pontos de vista.

Em nossos dias, a mulher sucumbe à violência, à prostituição, ao aborto criminoso, à perda da função de mãe, à corrida louca ao mercado de trabalho, à jornada tripla, ao desejo de superar o homem para ser tratada igual. Nem mesmo o tempo e a civilização foram capazes de fazer-lhe justiça.

Jesus, porém, deu-lhe destaque e revelou-lhe o papel na “nova humanidade” que hoje se ergue, devagarinho, a Civilização do Espírito. E a Doutrina Espírita vem dar execução às recomendações do Mestre.

Jesus, que poderia ter vindo ao mundo apenas em espírito, decidiu nascer entre nós do ventre de uma mulher caluniada (1).

 Exaltou a fé da hemorrágica que, há 12 anos, sofria nas mãos dos médicos. Fez reviver a filha de Jairo. Corrigiu Marta, a irmã de Lázaro, com o maior carinho e encorajou as virtudes de Maria. Promoveu à condição de mensageira de seu Evangelho a samaritana que trocara de marido 6 vezes.

Perdoou a pecadora arrependida que, de tão grata, lavou-lhe os pés com perfume e enxugou com os cabelos. Agradeceu, com palavras ternas, à alma piedosa que chorou por ele na via dolorosa.

E apareceu pela primeira vez, depois da morte, à Madalena que Ele mesmo acolhera, quase apedrejada pelos amantes.

A Doutrina Espírita, inspirada nas atitudes do Mestre, revela o coração feminino como: Espírito assexuado plenificando o coração, médium sensível, educadora, evangelizadora, voluntária sempre disponível e “anjo da caridade”.

Sob os clarões da Doutrina Espírita, renascem novas profetizas, almas apostolares que se entregam ao Amor, a maior de todas as causas: Anália Franco, Adelaide Câmara, Meimei, Yvonne do Amaral Pereira, Maria Dolores, Benedita Fernandes. E se deixam guiar por outras valorosas mulheres, mártires do passado e vanguardeiras do presente: Joanna de Ângelis, Auta de Souza, Izabel de Aragão.

Bendita seja a mulher!
Louvado seja Deus, que é Pai, mas que incorpora os atributos de Mãe.
 
(1)  Veja Revisão do Cristianismo, de J. Herculano Pires.
( INSPIRADO EM LÈON DENIS – NO INVISÍVEL)

quinta-feira, 7 de março de 2013

FEMINISMO


enviada por Antônio Sávio de Resende

Pergunta-me você o que seja feminismo, talvez supervalorizando a minha capacidade de resposta.

O assunto, no entanto, me fez lembrar uma história, aliás, repetida por vários cronistas, interessados nas tradições populares.

Dou-lhe esta explicação para que você não me considere plagiário com adjetivos jocosos e zombeteiros.

Conta-se que Jesus, acompanhado por alguns discípulos, seguia, dos arredores de Jerusalém, demandando a cidade de Jericó. O Mestre alterara o plano da excursão, através de muitas veredas, a fim de visitar necessitados e doentes.

Em dado instante, o grupo não soube acertar com o verdadeiro caminho e apareceu acalorada troca de opiniões.

Nisso, salientou-se, não longe, a figura de um viandante cuja presença pareceu providencial aos companheiros da Boa Nova. Notando que o desconhecido se abeirava dos circunstantes, Simão Pedro barrou-lhe a frente e interpelou-o:- "Amigo, acaso poderá a sua bondade informar-nos quanto ao exato caminho para Jericó"?

O desconhecido trancou a face que lhe evidenciava o descontentamento e replicou em seguida:- "Quem lhe falou que sou guia de vagabundos? Tenho mais que fazer. Não me arrisco a contato com malfeitores e ladrões. Sigam para onde quiserem...".

Dito isso, afastou-se, estugando o passo e Pedro, desapontado, dirigiu-se a Jesus, comentando:- "Mestre, viu só que insolência? Não é justo suportar desaforos! Decerto que o Céu castigará esses brutamontes, impondo-lhe a punição que faz por merecer..."

O Cristo ouviu apreensivo, e ponderou:- "Pedro, não julgue ninguém sem o conhecimento preciso... Quem será esse homem? Talvez seja um doente ou um desesperado...".

A expectativa se reapossava dos apóstolos, quando surgiu, à frente deles, bela jovem carregando um cântaro de água na cabeça. Simão Pedro adiantou-se, interpelou-a repetindo a petição que fizera ao viandante agressivo e exasperado.

- "O melhor caminho para Jericó?" – indagou a moça sorrindo. De imediato, depôs no chão o vaso que trazia e passou a explicar com gentileza de que modo atingiriam a cidade sem obstáculos maiores. Além disso, encorajou os apóstolos à caminhada, com expressões de encantador otimismo.

Terminado o diálogo, foi retomando o vaso transbordante de água límpida, seguindo estrada afora...

Simão Pedro aconchegou-se a Jesus e lhe falou com intimidade: "Mestre, notou a diferença? O bruto que nos desconsiderou e, essa menina generosa se parece a um animal e a uma flor...".

Ante o Senhor, que se fizera pensativo, Pedro insistiu:- "Senhor, qual será a recompensa que o Céu concederá a essa jovem que nos prestou um serviço tão grande"?

Jesus sorriu e falou ao apóstolo em voz alta:- "Sim, Pedro, essa jovem será recompensada; e o prêmio dela será casar-se com o homem brutalizado que passou por aqui, a fim de que consiga educá-lo para Deus e para a vida".

Surpresa geral encerrou o assunto.

É isso aí, meu caro. Se a mulher nos abandonar à própria sorte, negando-se a cumprir a missão que o Céu lhe atribuiu, com certeza, nós todos, os homens vinculados ainda a Terra, estaremos perdidos...

 


Pelo Espírito Augusto Cezar. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Fotos da Vida.
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