domingo, 18 de agosto de 2013

A SEMENTE DE MOSTARDA


 
“Se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda”... - assim falou o Senhor.

Importante indagar porque não teria o Mestre recorrido a outros símbolos.

Jesus poderia ter destacado a grandeza da fé, buscando quadros mais sugestivos.

- A beleza do Hermon...

- A poesia do lago de Genesaré...

- O esplendor do firmamento Galileu...

- A riqueza do templo de Jerusalém...

Todos esses primores da paisagem que o circundava ofereciam temas vivos para a exaltação da sublime virtude.

Entretanto, o Benfeitor Celeste toma a semente minúscula da mostarda, como a dizer-nos que sem o reconhecimento de nossa própria pequenez à frente do Eterno Amor e da Eterna Sabedoria não conseguiremos amealhar o tesouro do entendimento e da confiança que a fé consubstancia em si mesma.

A semente microscópica da mostarda desaparece, em verdade, no seio da Terra, qual se fora inútil ou desprezível, todavia, não se abandona à inércia, por sentir-se relegada ao abandono aparente.

Confia-se às leis que nos regem e, na dinâmica da obediência construtiva, desvencilha-se dos envoltórios inferiores que a encarceram, germina vitoriosa, e cresce para produzir, não para si mesma, mas, para benefício dos outros, num eloquente espetáculo de bondade espontânea, ante a majestade da natureza.

Possa o nosso coração, no solo das experiências humanas, copiar-lhe o impulso de simplicidade e serviço e a nossa existência será testemunho insofismável da magnificência divina cuja sublimidade passaremos então a refletir.

Cessemos nossas indagações descabidas e busquemos na criação o justo lugar que nos compete.

Nem com o brilho do diamante, nem com a cintilação do ouro, nem com a sedução da prata, nem com a aristocracia do mármore, em que tantas vezes temos procurado simplesmente a ilusão do poder que a morte arrebata e modifica, mas, sim com a humildade viva do grão de mostarda que, arrojado à solidão da Terra, sabe vencer, desabrochar, florir e cooperar na extensão do brilho de Deus.

 

Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Construção do Amor. Lição nº 18. Página 85.

domingo, 4 de agosto de 2013

DIA E NOITE

pelo espírito EMMANUEL

Recorda que a tua noite é a continuação do teu dia.

Repousando o veiculo denso – o corpo a que te junges -, o viajor, que és tu mesmo, prossegue na romagem constante das horas.

E não te faltarão companheiros na sombra, a copiarem perfeitamente os companheiros que preferes perante a luz.

Se malbaratas o tempo em conversações infelizes, decerto avançarás, treva a dentro, intoxicando a ti mesmo com o verbo envenenador.

Se te comprazes no vício, cerradas as janelas da visão na carruagem carnal, identificarás, junto de ti, quantos se alimentam à mesa do vampirismo.

Se te confias à cólera e à agressividade, tão logo te retires do campo físico partilharás o pesadelo dos que se nutrem de ódio e perseguição.

Se te agrada a idéia de enfermidade, em cujas teias te conformas, sem qualquer resistência, em favor do trabalho que te redimiria a imaginação, assim que te afastas do corpo, à influencia do sono, entrarás na companhia deplorável de doentes do espírito, que fazem da inércia a sua razão de ser.

Vale-te do dia para criar valores novos e substanciais que te enriqueçam a vida

Lembra-te de que nossos laços inferiores com o passado não jazem de todo extintos e numerosos desafetos de ontem nos espreitam a invigilância de hoje para reconduzir-nos a novas flagelações amanhã e quase todos aguardam a escuridão para multiplicar apelos delituosos e sugestões infelizes.
Saibamos conquistar a noite, aproveitando os recursos do dia para estender o bem, porque no símbolo do sol e da sombra temos a imagem de vida e da morte, dependendo de nós mesmos fazer da existência um cântico de beleza e harmonia, fraternidade e trabalho, para que o término de nossas tarefas represente abençoada renovação.



Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Livro: Caridade. Lição nº 16. Página 61
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